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domingo, 12 de fevereiro de 2012

A hidratação nas diferentes fases da vida

   A água é o líquido fundamental para a vida. O corpo humano é constituído de mais de 60% de água, o que faz dela indispensável à saúde. Todo o funcionamento do organismo depende da água. Além de distribuir os nutrientes pelos diferentes órgãos do corpo, a água ajuda a regular a temperatura do corpo, eliminar as toxinas através da urina e da transpiração e a estimular o trânsito intestinal. Sendo assim, quando há pouca água no corpo, o organismo sofre prejuízos (MURA; SILVA, 2007).
    Beber muita água equilibra o organismo, fazendo com que ele fique mais resistente e funcione melhor. Apesar de a quantidade depender da temperatura do dia, da intensidade da atividade que se realiza, do tipo de trabalho, se exposto ao sol ou não, os especialistas aconselham a ingestão de no mínimo dois litros de água por dia (MURA; SILVA, 2007).
    Crianças devem ser incentivadas a consumir água, principalmente quando estiverem brincando sob calor ou praticando atividade física. Isso  porque  elas  estão  na   fase  de   crescimento  e  precisam de água para realizar todas as funções orgânicas. Alguns sintomas de desidratação fáceis de identificar são: pele, boca e língua seca, olhos fundos e menor volume de urina. A quantidade de água recomendada para crianças de 1 a 3 anos é de 1,3 L/dia e para as de 4 a 8 anos é de 1,7 L/dia (GRANDJEAN; CAMPBELL, 2010)
    As mudanças fisiológicas que ocorrem durante a gravidez fazem com que as necessidades de consumo de água aumentem. O líquido amniótico, composto em média por 98% de água, atinge um volume de 750 a 950 mL ao final da gestação. As mães também passam por um aumento do volume sanguíneo e um incremento calórico que elevam a necessidade diária de água.
A ingestão de água recomendada para mulheres nesta fase é de em média 3L por dia (RIBAS et al., 2006).
    Durante a lactação, o organismo utiliza água para fabricação do leite, sendo produzido em média 750 a 850 mL de leite materno por dia; 88% de sua composição é água. Ocorre ainda um aumento do consumo calórico de em média 25% da dieta normal e a cada 1 Kcal adicional deve-se aumentar em 1 mL no consumo de água diário. Segundo a Dietary Reference Intakes (DRI), a ingestão diária de água nesta fase deve ser em média 3,8L/ dia (GRANDJEAN; CAMPBELL, 2010).
    Para praticantes de atividade física, há uma regra específica para hidratação. Algumas das recomendações do American College of Sports Medicine (ACSM) sobre a quantidade e a composição dos líquidos que devem ser ingeridos antes, durante e após um exercício estão reproduzidas a seguir:
1. Recomenda-se que os indivíduos ingiram em torno de 500 mL de líquidos nas duas horas que antecedem um exercício, para promover uma hidratação adequada e haver tempo suficiente para excreção da água ingerida em excesso.
2. Durante o exercício, os atletas devem começar a beber logo e em intervalos regulares, com o objetivo de consumir líquidos em uma taxa suficiente para repor toda a água perdida através do suor, ou consumir a maior quantidade tolerada.
3. Recomenda-se que os líquidos sejam ingeridos em uma temperatura menor do que a ambiente (entre 15 e 22ºC) e com sabor atraente.
4. Recomenda-se a adição de quantidades adequadas de carboidratos e eletrólitos para eventos com duração maior do que uma hora, já que não prejudica a distribuição de água pelo organismo e melhora o desempenho. Durante exercícios com duração inferior a uma hora, há pouca evidência de que haja diferenças fisiológicas em termos de desempenho caso sejam consumidos líquidos com carboidratos e eletrólitos ou água pura.
5. Recomenda-se a adição de sódio (0,5 a 0,7g.L de água) na solução de reidratação se o exercício durar mais do que uma hora, promovendo a retenção de líquidos e possivelmente revertendo a hiponatremia em alguns indivíduos que tenham ingerido quantidades excessivas de líquidos.

    Conforme envelhecemos, nosso corpo passa por várias mudanças fisiológicas, entre elas a diminuição da quantidade de água no organismo. Por isso os idosos são mais suscetíveis à desidratação.  A quantidade de água recomendada por dia é de 2,7L para mulheres e 3,7L para homens (GRANDJEAN; CAMPBELL, 2010).
    Segundo o Guia Alimentar para População Brasileira (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005), a recomendação de água para indivíduos saudáveis é 2 litros ou 6 a 8 copos por dia. Podemos encontrar recomendações mais específicas, como as DRI (Tabela 1) que estratifica a recomendação por faixa etária, sexo e condição  fisiológica.  Lembrando  que em  dias  muito  quentes o consumo de água deve ser aumentado.

Tabela 1 – Recomendações da ingestão hídrica, estabelecidas pela DRI (2001)




    A coloração da urina pode ser usada para indicar o estado de hidratação do corpo. Uma urina muito escura, para pessoas saudáveis, pode significar pouca água para diluir as toxinas e impurezas a serem eliminadas, tornando-a muito concentrada. Ou seja, quanto mais clara a urina, mais diluída ela se encontra, o que facilita o processo de eliminação urinária.
Vanessa Fontes Losano
Nutricionista
Mestranda em Saúde de Grupos Populacionais 
Específicos  pela UNIFESP

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Position Stand: Exercise and fluid replacement. Med Sci Sports Exerc. v.29, p.1-11, 1996.

GOMES, A.C.V. et al. Hidratação durante o exercício: a sede é suficiente? Rev Bras Med Esporte. v.12, n.6, 2006.

GRANDJEAN, A.; CAMPBELL, S. Hidratação: A Importância dos líquidos para uma vida Saudável. International Life Sciences Institute, ILSI Brasil, 2010.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia Alimentar para População Brasileira, Brasília - DF, 2005.

MURA, J. D.A.P.; SILVA, S.M.C.S. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia. Editora Roca. São Paulo, 2007.

RIBAS, A. et al. A Importância do líquido amniótico na gravidez. Universidade Estácio de Sá, Campus Niterói (RJ), 2006.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

HIDRATAÇÃO DE IDOSOS EM PROVAS DE PEDESTRIANISMO

Queridos leitores... gostaria de compartilhar em primeira mão com vocês o resultado que obtive na minha pesquisa de Iniciação Científica. É apenas o resumo mas em breve vocês terão a oportunidade de conferir o artigo completo. Espero que gostem e que seja útil.... 

          A perda hídrica pela sudorese induzida pelo exercício, especialmente realizado em ambientes quentes, pode levar à desidratação, alterar o equilíbrio hidroeletrolítico, dificultar a termorregulação e, assim, representar um risco para a saúde e/ou provocar uma diminuição no desempenho esportivo. Quanto maior a desidratação, menor a capacidade de redistribuição do fluxo sanguíneo para a periferia, menor a sensibilidade hipotalâmica para a sudorese e menor a capacidade aeróbia para um dado débito cardíaco (GOMES et al, 2006). O suporte hídrico inadequado (hipo-hidratação) pode afetar negativamente o desempenho do atleta, não apenas pela perda hídrica em si, mas também porque no suor não é liberado apenas água, mas também sais minerais, o que pode levar à chamada hiponatremia, que dentre outras coisas, dificulta a contração muscular, podendo causar fadiga, cãibras e até mesmo problemas no coração (BRITO, et al 2006). 



Foram avaliados 45 idosos com 68±4,1 anos de idade, praticantes das provas de 10 Km de pedestrianismo na cidade de Santos. Todos os voluntários possuíam no mínimo 2 anos de prática ou 12 etapas concluídas. Para avaliação quanto à reposição hídrica foi aplicado um questionário avaliando o comportamento alimentar 24 horas antes da prova, no dia da  prova,  durante e  após a realização da mesma. Se alguma não conformidade fosse observada a correta orientação era dada. Para analisar a desidratação foi utilizada a pesagem  antes  e  após a  prova.  A pesagem inicial foi feita com os  participantes sem camiseta e descalços, para que o peso destes materiais não interferissem nos dados. Os resultados indicam perda hídrica significativa após a prova, o que pode se agravar em função de nenhum dos voluntários realizar nenhuma espécie de estratégia de hidratação antes, durante ou depois da prova. Apesar da instrução dada sobre a correta hidratação durante as corridas, não foi observada nenhuma mudança no hábito desses idosos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ALIMENTAÇÃO NA ATIVIDADE FÍSICA

A alimentação de praticantes de atividade física é um pouco diferenciada da de indivíduos sedentários. Alguns nutrientes são necessários para o bom desempenho durante a atividade e para a recuperação após a mesma. Muitas pessoas ainda têm em mente que “treinar em jejum aumenta a perda de peso” ou que “não podemos comer carboidrato, pois engorda”. Treinar em jejum não faz com que a perda de peso seja mais rápida e ainda pode trazer agravantes como a hipoglicemia. Quanto ao carboidrato, é certo que em excesso faz mal, podendo engordar e até causar problemas como diabetes, mas uma quantidade mínima é necessária para o bom funcionamento do organismo.


O ideal é que ao menos duas horas antes do treino seja consumida uma pequena refeição rica em carboidrato, preferencialmente complexos (como pães e massas integrais), que fazem com que haja uma liberação gradual no organismo.

Durante o treino, recomenda-se a ingestão de água (a quantidade será discutida posteriormente).

Após o treino, o ideal é um lanche composto por carboidratos simples em complexos, mas em menor quantidade, pois essa refeição deve ser rica em proteína para que haja uma melhor recuperação muscular.

Uma boa hidratação também é primordial. Recomenda-se a ingestão de 500 mL de água duas horas antes do treino e a ingestão a cada 15/20 minutos de, em média, 150 a 250 mL de água. Essa recomendação é indicada para atividades físicas moderadas à intensas com até uma hora de duração. Após esse tempo, torna-se necessária a ingestão de repositores hidroeletrolíticos.

Procure sempre um Nutricionista para elaborar um cardápio personalizado para você, com as quantidades necessárias de nutrientes para alcançar seu objetivo. As dicas são essas, mas a necessidade de cada um varia de acordo com o sexo, idade, estilo de vida, intensidade da atividade etc. e esse profissional está apto a ajudá-lo a ter um desempenho cada vez melhor.