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sexta-feira, 29 de abril de 2011

VOCÊ CONHECE OS TIPOS DE SAL?


Existem dois tipos básicos de sal: o marinho e o da rocha (sal-gema). O sal marinho é extraído pela evaporação da água do mar e o de rocha é retirado de rochas subterrâneas resultantes de lagos e mares antigos que secaram. Do ponto de vista químico, não há nada de especial para um tipo de sal ser mais caro que outro. Em seu estado puro consiste de cloreto de sódio e é abundante na natureza. Já na forma física existem diferenças, principalmente na granulação. 

Em alguns casos, são adicionadas substâncias ou temperos ao sal para uso culinário. Conheça cada um deles:


Sal de cozinha, de mesa ou refinado – É o mais comum e o mais usado no preparo de alimentos. De acordo com as leis brasileiras, o sal de cozinha deve ser acrescido de iodo para se evitar o bócio.


Sal marinho – Há diversos tipos de sal marinho, dependendo de sua procedência, e a cor de seus cristais pode variar. Bastante usado na cozinha macrobiótica, pode ser colocado num moedor e moído na hora.


Sal grosso – Produto não refinado apresentado na forma que sai da salina. Em culinária é usado em churrasco, assados de forno e peixes curtidos.

Sal light – É um produto com reduzido teor de sódio, fruto da mistura de partes iguais de cloreto de sódio e cloreto de potássio. Ideal para pessoas com dietas restritivas ao sal.

Sal Kosher – Sal com cristais grossos e irregulares podendo ser extraído de mina ou do mar, desde que sob supervisão de rabinos. Como sua granulação é mais grossa, é preferido pelos chefes de cozinha, pois adere com maior facilidade à superfície de carnes.

Sal de Guerande – Considerado o melhor do mundo, esse sal tem produção artesanal. Extraído na cidade de Guerande, região da Bretanha, na França, é um condimento caro. A versão especial desse sal é chamada “fleur du sel”, ainda mais rara.

Sal defumado – Tem sabor e aroma peculiares que dão toque especial às preparações.

Sal de aipo – Sal de mesa misturado com grãos de aipo secos e moídos. É utilizado para dar sabor aos grelhados de peixe ou de carnes e em caldos de consomés. Pode ser usado para temperar o suco de tomate e outros coquetéis de legumes.

Gersal - É muito utilizado na cozinha macrobiótica. Trata-se do sal misturado com sementes de gergelim tostadas e amassadas.


Muito se fala sobre a relação entre o consumo de sal e a hipertensão arterial. O tradicional sal de cozinha é composto em média de 40% de sódio e 60% de cloreto, isto é, em 100 gramas de sal você encontra 40 gramas de sódio e 60 gramas de cloreto. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a recomendação diária de sal para um adulto é de 6 gramas. No entanto, estudos apontam que o consumo médio diário de sal do brasileiro é de 15 gramas. Como você pode observar, o consumo está muito acima do recomendado. A alta ingestão de sal está fortemente relacionada ao risco do desenvolvimento da hipertensão. Infelizmente consumimos muitas vezes o sódio sem perceber. Quase todos os produtos industrializados apresentam essa substância – principalmente os enlatados, as conservas e os embutidos, como salame, presunto, mortadela, entre outros.
O sal iodado é aquele onde foi adicionado iodo ou na forma de iodeto (iodetado) ou de iodato (iodatado). O iodo serve para prevenir distúrbios causados pela supressão deste elemento de nossa alimentação, os chamados DDIs. DDIs são Distúrbios por Deficiência de Iodo, são problemas de saúde, tais como: o bócio, abortos prematuros, retardos mentais etc. Para consumo humano, é considerada adequada, para um adulto, a ingestão de 0,15 mg de iodo por dia.
O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, não obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado. Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos importantes, que, no entanto, representam excelente fonte de lucros. Uma indústria que esteja lucrando com a extração desses elementos do sal bruto é geralmente poderosa e possui a sua forma de controle sobre as autoridades. É claro que será então dada muita ênfase à importância do sal refinado empobrecido e pouca ao sal puro, integral, abominado.
Durante a “fabricação” na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades de “controle”. No entanto é geralmente usado numa quantidade 20% superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireoide diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas apresentam em frequência maior) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc. O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades ideais. O problema que fez com que se exigisse a iodatação artificial do sal é que indústrias poderosas têm interesse na extração de produtos do sal bruto e na venda do sal refinado. Na trama montada, há também o interesse na venda do iodeto de potássio que gera lucros absurdos para multinacionais. Imagine quanto iodeto não é vendido uma vez mantido este processo.

ATENÇÃO: NUNCA consuma sal em excesso, fique sempre atento à quantidade de sódio da sua alimentação!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

INTERAÇÕES ENTRE NUTRIENTES

Muitas pessoas pensam que basta comer uma grande variedade de alimentos para estar "bem nutrido". Não é bem assim que a prática funciona.

Uma refeição completa é capaz de fornecer vários nutrientes importantes ao organismo. No entanto, a simples presença do nutriente na dieta não garante sua total utilização pelas células. Antes dos nutrientes agirem nas células, eles passam por um longo trajeto, que tem início com a mastigação dos alimentos na boca, passando pelo estômago - para que ocorra a digestão e, por fim, chegando no intestino onde acontece a absorção para o sangue e, em seguida, o transporte até as células, fechando o ciclo.

Durante o percurso, há interações entre os nutrientes. Essas interações são mais frequentes no momento da absorção, quando os nutrientes encontram-se misturados no intestino. Podem ser tanto positivas quanto negativas. No primeiro caso, um nutriente age auxiliando na absorção de outro. Já no último caso, um nutriente atua inibindo a absorção de outro. Os nutrientes mais envolvidos em interações são as vitaminas e os minerais.

Há dois tipos de interações, as sinérgicas e as antagônicas.

Elementos sinergéticos são aqueles que aumentam mutuamente a sua absorção no trato digestivo e cumprem a mesma função metabólica no tecido ou na célula.

--> A interação pode ser direta entre os elementos. O nível de absorção é que determina suas proporções na dieta. Ex.: Ca/P; Na/Cl; Zn/Co.
 
--> Interação indireta entre elementos na função estrutural. Ex.: Ca e P na formação da hidroxiapatita no osso; Cu e Fe na formação da hemoglobina; Mn e Zn na formação do DNA.
 
--> Participação simultânea no centro ativo de algumas enzimas. Ex.: Fe e Mo na xantina oxidase; Cu e Fe na citocromo oxidase.
 
--> Ativação das funções endócrinas e efeito sobre o metabolismo de outros minerais. Ex.: a tiroxina, que contém iodo, tem função direta no aumento do metabolismo e, consequentemente, maior retenção de K e Mg no corpo.

Antagonismo pode ser definido como o efeito contrário produzido por um elemento sobre o outro ou sobre uma função bioquímica no organismo. 

--> Reação química entre os elementos. Ex.: excesso de Mg na dieta pode levar à formação de fosfato de magnésio.
 
--> Fixação de elementos em partículas coloidais insolúveis de alumínio que atraem eletrostaticamente o Fe e o Mg.
 
--> Competição entre íons com carga semelhante, na absorção passiva pela pressão iônica na mucosa da parede intestinal (duodeno). Ex.: Fe+2, Mn+2, Zn+2 e Cu+2.
   
--> Efeito antagônico de diferentes íons sobre as enzimas receptoras. Ex.: ativação da ATPase pelo Mg e sua inibição pelo Ca.
  

Cálcio x Ferro


A ingestão simultânea de alimentos ricos em cálcio (leite, iogurtes, queijos) e alimentos fontes de um tipo de ferro chamado não heme, presente no feijão, na soja, na lentilha e no espinafre, pode inibir a absorção do último (ferro).




Entretanto, vale lembrar que a presença do cálcio na mesma refeição que contenha ferro, não altera a absorção do tipo heme, encontrado principalmente nas carnes e melhor aproveitado pelo organismo. Mas de qualquer maneira, é importante que os alimentos fontes de cálcio ou os suplementos do mineral sejam consumidos fora dos horários das refeições principais (almoço e jantar), já que elas são as mais ricas em ferro, para não haver prejuízo no aporte deste nutriente.

 

Zinco x Cobre

O excesso de zinco diminui a absorção de cobre. O mecanismo proposto para essa interação está baseado na observação de que o zinco em grandes quantidades leva ao aumento da síntese de uma proteína que tem afinidade em se ligar com o cobre, impedindo sua absorção. 

O zinco está presente em: carnes bovinas, peixe, aves, leite e derivados, frutos do mar. Por outro lado, as melhores fontes de cobre são: frutos do mar, fígado, rim, nozes, frutas secas.


 
Vitamina C x Ferro

É bastante conhecida a interação da vitamina C com o ferro, promovendo maior absorção do tipo não heme (leguminosas), quando ambos nutrientes estão presentes na mesma
refeição.

Mais uma vez é importante ressaltar que o benefício não se estende para o ferro heme (carnes), o qual já é bem assimilado pelo organismo, sem precisar de agentes ativadores. Dessa maneira, é indicado que se inclua nas refeições principais (almoço e jantar), normalmente ricas em ferro, fontes de vitamina C, como, por exemplo, frutas cítricas (limão, acerola, laranja, abacaxi) que podem ser consumidas tanto in natura, quanto na forma de suco.

Vitamina D X Cálcio

A interação positiva entre vitamina D e cálcio também está bem documentada. A presença de vitamina D na dieta contribui para a absorção de cálcio no intestino e ainda diminui a sua eliminação pelos rins. As melhores fontes de vitamina D são: óleo de fígado e de peixe. Em seguida, estão o fígado, a manteiga e a gema do ovo. No entanto, uma forma de se obter a vitamina D naturalmente, é através da exposição aos raios ultravioletas da luz solar.





Referência Bibliográfica:

Cozzolino SMF. Biodisponibilidade de Minerais. R. Nutr. PUCCAMP. Campinas, 10(2): 87-98, 1997.
 
Mahan LK, Escott-Stsmp. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 9ª edição. Editora Roca. São Paulo, 1998.