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domingo, 25 de setembro de 2011

A importância da Nutrição na atividade física.


Cada vez mais o desempenho dos atletas vem aumentando. Os sucessivos recordes alcançados por esportistas de todas as áreas mostram claramente o maior preparo físico. Adicionalmente, deparamo-nos com a crescente busca de uma melhor qualidade de vida e do “corpo perfeito” por grande parte das pessoas que praticam atividades físicas (SBME, 2009).

Os atletas na Grécia antiga já possuíam esquemas especiais de nutrição para se preparar para os Jogos Olímpicos. Diferentes tipos de exercícios e de esportes apresentam necessidades diferentes de energia e de nutrientes e, portanto, a ingestão de alimentos precisa ser ajustada de acordo com estas necessidades (McARDLE et  al. 1992).

A prática de atividades esportivas proporciona inúmeros benefícios à composição corporal, à saúde e à qualidade de vida. Porém, o esporte competitivo nem sempre é sinônimo de equilíbrio no organismo, podendo influenciar de maneira direta e significativa o estado nutricional dos atletas. Alterações fisiológicas e o desgaste físico e nutricional ocasionados pelo esforço excessivo podem deixar o atleta entre o limite da saúde e doença, sobretudo, se não houver um equilíbrio adequado entre estes eventos (McARDLE et  al. 1992).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME) (2009), as necessidades de energia, macronutrientes e micronutrientes são modificadas com a prática de exercícios físicos, na qual, além de maior demanda calórica, os exercícios podem ocasionar adaptações fisiológicas e bioquímicas que determinam maiores necessidades de nutrientes. Dessa forma, a alimentação é um dos fatores que pode limitar o desempenho do atleta, por isso ele deve ter um planejamento alimentar adequado, a fim de:

      Promover a saúde;

      Equilibrar as necessidades energéticas;

      Oferecer os nutrientes básicos;

      Permitir uma recuperação adequada e rápida;

      Atuar como recurso ergogênico;

      Diminuir a velocidade de perda de rendimento;

      Reduzir a ação dos radicais livres.

Para os indivíduos que praticam exercícios físicos sem maiores preocupações com o desempenho, o papel da atividade física no controle do peso corporal e da massa de gordura tem sido amplamente estudado. Existem poucas evidências em relação à eficácia do exercício, como intervenção isolada, em modificar significativamente a composição corporal e o peso em indivíduos saudáveis (FERREIRA, et al. 2011).

A Nutrição constitui o alicerce para o desempenho físico e proporciona o combustível para o trabalho biológico e as substâncias químicas para extrair e utilizar a energia potencial dos alimentos. É importante salientar que a oferta de energia NÃO aumenta o rendimento do atleta, mas PROLONGA sua capacidade de realização, sendo que, quanto maior o tempo da atividade, maior o impacto positivo dessa estratégia (PANZA et al. 2007).

Suplementos alimentares para atletas, também denominados alimentos para atletas, são indicados para indivíduos com necessidades nutricionais específicas em decorrência de exercícios físicos (BRASIL, 2010).

Segundo a RDC 18/2010, na maioria dos casos, uma alimentação equilibrada é suficiente para atender às necessidades nutricionais de atletas. Apenas em situações específicas alguns atletas necessitam de suplementação, conforme orientação de Nutricionista ou Médico.

Antes de começar a praticar atividade física, seja você um atleta ou não, procure um Nutricionista, pois ele saberá como adequar corretamente a sua dieta para que seu organismo esteja sempre saudável.

Vanessa Fontes Losano
Nutricionista

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Resolução - RDC nº 18, de 27 de abril de 2010. Dispõe sobre alimentos para atletas. Disponível em: http://www.brasilsus.com.br/legislacoes/rdc/103858-18.html

FERREIRA, M., MATSUDO, S., MATSUDO, V., BRAGGION, G. Efeitos de um programa de  orientação de atividade física e nutricional sobre a ingestão alimentar e composição corporal de mulheres fisicamente ativas. Revista Brasileira Ciência e Movimento. v. 11, n 1, fev 2011.

HERNANDEZ, A. J., MAHAS, R. M. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: composição de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. v. 15, n 2, 2009.

McARDLE, W. D., KATCH, F. I., KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 3. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1992.

PANZA, V. P. et al. Consumo alimentar de atletas: reflexões sobre recomendações nutricionais, hábitos alimentares e métodos para avaliação do gasto e consumo energético. Rev. Nutr. Campinas, v. 20, n 06, 2007.



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

HIDRATAÇÃO DE IDOSOS EM PROVAS DE PEDESTRIANISMO

Queridos leitores... gostaria de compartilhar em primeira mão com vocês o resultado que obtive na minha pesquisa de Iniciação Científica. É apenas o resumo mas em breve vocês terão a oportunidade de conferir o artigo completo. Espero que gostem e que seja útil.... 

          A perda hídrica pela sudorese induzida pelo exercício, especialmente realizado em ambientes quentes, pode levar à desidratação, alterar o equilíbrio hidroeletrolítico, dificultar a termorregulação e, assim, representar um risco para a saúde e/ou provocar uma diminuição no desempenho esportivo. Quanto maior a desidratação, menor a capacidade de redistribuição do fluxo sanguíneo para a periferia, menor a sensibilidade hipotalâmica para a sudorese e menor a capacidade aeróbia para um dado débito cardíaco (GOMES et al, 2006). O suporte hídrico inadequado (hipo-hidratação) pode afetar negativamente o desempenho do atleta, não apenas pela perda hídrica em si, mas também porque no suor não é liberado apenas água, mas também sais minerais, o que pode levar à chamada hiponatremia, que dentre outras coisas, dificulta a contração muscular, podendo causar fadiga, cãibras e até mesmo problemas no coração (BRITO, et al 2006). 



Foram avaliados 45 idosos com 68±4,1 anos de idade, praticantes das provas de 10 Km de pedestrianismo na cidade de Santos. Todos os voluntários possuíam no mínimo 2 anos de prática ou 12 etapas concluídas. Para avaliação quanto à reposição hídrica foi aplicado um questionário avaliando o comportamento alimentar 24 horas antes da prova, no dia da  prova,  durante e  após a realização da mesma. Se alguma não conformidade fosse observada a correta orientação era dada. Para analisar a desidratação foi utilizada a pesagem  antes  e  após a  prova.  A pesagem inicial foi feita com os  participantes sem camiseta e descalços, para que o peso destes materiais não interferissem nos dados. Os resultados indicam perda hídrica significativa após a prova, o que pode se agravar em função de nenhum dos voluntários realizar nenhuma espécie de estratégia de hidratação antes, durante ou depois da prova. Apesar da instrução dada sobre a correta hidratação durante as corridas, não foi observada nenhuma mudança no hábito desses idosos.

domingo, 29 de maio de 2011

TRANSTORNO DISMÓRFICO CORPORAL

Com o aumento excessivo da preocupação em relação à aparência, cresce o número de pessoas que sofrem com o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). Cerca de 1% da população padece com a doença que se trata de uma epidemia de culto ao corpo.

O TDC é um transtorno mental que se caracteriza por afetar a percepção que o paciente tem da própria imagem corporal, levando-o a ter preocupações irracionais sobre defeitos em alguma parte de seu corpo. A doença é uma variação do Transtorno Obsessivo Compulsivo. 

Grande parte dos pacientes portadores dessa síndrome recorre aos tratamentos dermatológicos ou cirurgias plásticas. Na maioria das vezes, existe uma insatisfação com os resultados obtidos, o que leva o paciente a se expor a novos tratamentos e riscos desnecessários. Estima-se que entre as pessoas que procuram cirurgia plástica, aproximadamente 9% são portadores de TDC. 

Buscar um modelo quase inatingível de beleza pode ser frustrante para a maioria das pessoas, mas não é apenas a auto-estima que está prejudicada, a saúde física e mental também corre sérios riscos. A ansiedade para alcançar tal beleza é tão grande que pode se tornar depressão. Isso gera um isolamento prejudicial aos relacionamentos pessoais e profissionais.


Doenças relacionadas ao Transtorno Dismórfico Corporal


Transtornos alimentares (anorexia; drunkorexia; bulimia) e a vigorexia são doenças relacionadas ao Transtorno Dismórfico Corporal.

Anorexia
 
Mais comum em mulheres, a doença faz com que as pessoas queiram emagrecer a todo custo porque se vêem gordas, mesmo estando muito abaixo do peso. Para isso, métodos são utilizados para não engordar como: evitar alimentos calóricos, comer menos ou fazer exercícios em excesso.

Drunkorexia

Também conhecida como anorexia alcoólica, caracteriza-se pela perda de apetite provocada pelo consumo excessivo de álcool. O assunto foi discutido na novela "Viver a Vida", da Rede Globo. A personagem Renata, vivida pela atriz Bárbara Paz, sofria com a doença e se recusava a fazer tratamento. 


Bulimia

Um transtorno mental que se caracteriza por episódios repetidos de ingestão excessiva de alimentos num curto espaço de tempo (as crises bulímicas), seguido por uma preocupação exagerada sobre o controle do peso corporal. Esta preocupação leva a pessoa a adotar condutas inadequadas e perigosas para sua saúde, como provocar o vômito, tomar laxantes ou diuréticos.

Vigorexia

Mais comum em homens, caracteriza-se por uma preocupação excessiva em ficar forte a todo custo. Apesar de os portadores desses transtornos serem bastante musculosos, passam horas na academia malhando e ainda assim consideram-se fracos, magros e até esqueléticos. Uma das observações psicológicas desses pacientes é que eles têm vergonha do próprio corpo, recorrendo assim aos exercícios excessivos e às "fórmulas mágicas" para acelerar o fortalecimento como, por exemplo, os esteroides anabolizantes.



NUNCA faça dietas e exercícios físicos sem um acompanhamento especializado, pois você pode acabar se prejudicando seriamente. A boa forma é importante para a saúde, mas chegar a ela a qualquer custo pode ser tão prejudicial quanto não estar "em forma".

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ALIMENTAÇÃO NA ATIVIDADE FÍSICA

A alimentação de praticantes de atividade física é um pouco diferenciada da de indivíduos sedentários. Alguns nutrientes são necessários para o bom desempenho durante a atividade e para a recuperação após a mesma. Muitas pessoas ainda têm em mente que “treinar em jejum aumenta a perda de peso” ou que “não podemos comer carboidrato, pois engorda”. Treinar em jejum não faz com que a perda de peso seja mais rápida e ainda pode trazer agravantes como a hipoglicemia. Quanto ao carboidrato, é certo que em excesso faz mal, podendo engordar e até causar problemas como diabetes, mas uma quantidade mínima é necessária para o bom funcionamento do organismo.


O ideal é que ao menos duas horas antes do treino seja consumida uma pequena refeição rica em carboidrato, preferencialmente complexos (como pães e massas integrais), que fazem com que haja uma liberação gradual no organismo.

Durante o treino, recomenda-se a ingestão de água (a quantidade será discutida posteriormente).

Após o treino, o ideal é um lanche composto por carboidratos simples em complexos, mas em menor quantidade, pois essa refeição deve ser rica em proteína para que haja uma melhor recuperação muscular.

Uma boa hidratação também é primordial. Recomenda-se a ingestão de 500 mL de água duas horas antes do treino e a ingestão a cada 15/20 minutos de, em média, 150 a 250 mL de água. Essa recomendação é indicada para atividades físicas moderadas à intensas com até uma hora de duração. Após esse tempo, torna-se necessária a ingestão de repositores hidroeletrolíticos.

Procure sempre um Nutricionista para elaborar um cardápio personalizado para você, com as quantidades necessárias de nutrientes para alcançar seu objetivo. As dicas são essas, mas a necessidade de cada um varia de acordo com o sexo, idade, estilo de vida, intensidade da atividade etc. e esse profissional está apto a ajudá-lo a ter um desempenho cada vez melhor.